Os riscos de TI estão entre as ameaças mais subestimadas por gestores e líderes empresariais. No dia a dia, tudo parece funcionar bem. E-mails no ar, sistemas acessíveis, servidores operando. Mas, quando chega o momento da auditoria, esses mesmos ambientes revelam falhas que vinham crescendo em silêncio.

O problema é que os riscos de TI raramente se manifestam de forma imediata. Eles se acumulam em pequenas negligências: uma senha compartilhada, um backup que nunca foi testado, um relatório de segurança ignorado. Quando a auditoria chega, o que antes parecia detalhe vira urgência.

E é justamente nesse ponto que muitos gestores percebem que não têm controle total sobre a infraestrutura de tecnologia. Falta clareza, rastreabilidade e segurança. A seguir, entenda como esses perigos se manifestam, quais são os três mais críticos, e o que fazer para corrigi-los antes que a auditoria exponha vulnerabilidades sérias.

Riscos de TI atuais: o alerta das auditorias

A Pesquisa Nacional de Proteção de Dados 2025 (PNPD25) revelou um dado preocupante: 48,7% das empresas ainda têm dificuldade em manter atualizado o inventário de dados, um dos pilares básicos de conformidade da LGPD.

Em outras palavras, quase metade das organizações brasileiras enfrenta riscos de TI ligados à falta de controle e rastreabilidade. Muitas ainda usam planilhas manuais para mapear informações, o que compromete a auditabilidade e torna praticamente impossível demonstrar governança em uma auditoria.

Esses números reforçam uma verdade incômoda: os maiores riscos de TI não estão na tecnologia em si, mas na ausência de gestão, processos e documentação.

A seguir, conheça os três riscos mais comuns, e mais ignorados, que podem comprometer o sucesso de uma auditoria e a credibilidade do seu negócio.

Falta de inventário de dados: o risco invisível que derruba auditorias

O inventário de dados é o mapa que mostra onde as informações estão, quem as acessa e como são usadas. Sem ele, é impossível comprovar conformidade com a LGPD e demonstrar governança diante de auditores.

Durante o processo, auditores pedem evidências de tratamento de dados, acessos e históricos. Se a empresa não consegue apresentar informações consolidadas, o relatório de conformidade fica comprometido, o que pode resultar em não conformidade, multas e bloqueio de operações.

Como resolver essa situação?

Para agir de maneira segura, o ideal é seguir com os seguintes passos:

  • Realizar um Diagnóstico de TI completo, identificando fluxos de dados e vulnerabilidades.
  • Automatizar o inventário, substituindo planilhas por sistemas integrados e auditáveis.
  • Revisar o inventário trimestralmente, documentando mudanças e novos acessos.

Ausência de política de acesso: o risco de TI que abre a porta para falhas e vazamentos

Entre os riscos mais perigosos está a falta de uma política de acesso estruturada. Muitas empresas permitem que qualquer colaborador acesse informações críticas e, em auditorias, essa prática é vista como um dos erros mais graves de segurança.

A ausência de controle de acesso é o equivalente digital a deixar o cofre da empresa aberto. Sem regras, não há como rastrear quem visualizou, alterou ou exportou dados sensíveis.

Além de expor a empresa a vazamentos, isso pode configurar violação direta à LGPD.

Atenção aos sinais de alerta

Um dos sinais mais evidentes é quando todos os usuários têm acesso irrestrito a pastas e servidores, sem qualquer limitação ou rastreabilidade. Essa ausência de critério se agrava quando contas antigas permanecem ativas mesmo após o desligamento de colaboradores, permitindo acessos indevidos e expondo dados sensíveis. 

O cenário fica ainda mais vulnerável quando a empresa não utiliza autenticação multifator (MFA) em sistemas críticos e mantém senhas compartilhadas por e-mail ou planilhas, práticas que comprometem a segurança e colocam em risco a integridade de toda a infraestrutura tecnológica.

Saiba como agir 

Para que esses aspectos não passem despercebidos, considere:

  • Adotar o princípio do menor privilégio, cada usuário acessa apenas o necessário.
  • Implementar autenticação multifator (MFA) e monitoramento de logins.
  • Automatizar concessões e revogações de acesso (ex.: Microsoft 365).
  • Documentar e revisar a Política de Acesso semestralmente.

Inconsistência em logs de segurança: o risco que apaga evidências

Os logs de segurança são as provas do que realmente aconteceu na infraestrutura de TI.
Eles registram acessos, incidentes e alterações, e são indispensáveis para auditorias e investigações de segurança.

Sem logs confiáveis, é impossível comprovar conformidade. E quando esses registros estão inconsistentes, fragmentados ou simplesmente inexistem, a empresa perde o controle sobre seus próprios eventos de segurança.

Esse é um dos riscos de TI mais graves porque afeta diretamente a capacidade de defesa da empresa diante de um incidente. Sem logs, não há evidência, e sem evidência, não há como demonstrar governança ou responsabilidade.

Como eliminar falhas e garantir rastreabilidade

Resolver esse tipo de falha exige ação estruturada e contínua. Veja como começar:

  • Centralizar logs em uma plataforma de monitoramento (RMM).
  • Configurar alertas automáticos para tentativas de acesso indevido.
  • Realizar auditorias internas mensais de integridade de logs.
  • Armazenar registros de forma segura e criptografada.

Ameaças ignoradas custam caro, e o tempo está contra você!

Os problemas não se acumulam da noite para o dia. Eles se formam lentamente, nas decisões adiadas e nos processos que nunca são revisados. É quando a empresa confunde estabilidade com segurança que o problema começa a crescer. A rotina segue, os alertas são ignorados e, de repente, o ambiente que parecia confiável se transforma em um passivo oculto pronto para comprometer a operação.

Mais do que um problema técnico, os riscos de TI representam um desafio de gestão. Cada minuto em que vulnerabilidades permanecem ativas é uma oportunidade perdida de garantir previsibilidade, continuidade e reputação.

O tempo é o recurso mais escasso quando se trata de segurança. Uma auditoria não espera, uma fiscalização não avisa e um incidente não escolhe o momento ideal para acontecer. As empresas que sobrevivem às crises de TI são aquelas que atuam antes do problema, que conhecem seus riscos e transformam a tecnologia em aliada estratégica, não em uma bomba-relógio prestes a estourar.

Transforme riscos de TI em segurança e conformidade

A Blocktime Tecnologia ajuda empresas a sair do modo reativo e entrar no modo de controle. 

O primeiro passo é o Diagnóstico de TI, um processo consultivo que revela o que está invisível: riscos operacionais, falhas de acesso, lacunas de auditoria e inconsistências que comprometem a conformidade. Em poucos dias, sua empresa passa a ter clareza sobre o que precisa corrigir e o que já está protegido.

Com a Blocktime, riscos de TI deixam de ser ameaças e passam a ser indicadores de melhoria. Cada análise se transforma em um plano de ação claro, com medidas preventivas e resultados mensuráveis. É uma parceria que vai além do suporte técnico, é a certeza de que sua infraestrutura trabalha a favor do negócio, e não contra ele. Agora é a hora de agir. Entre em contato com nossa equipe técnica e conheça melhor nossos serviços e soluções.