pessoas sentadas à frente de notebooks. Em uma das telas há um ícone de cibersegurança.

A cibersegurança para instituições financeiras é um tema central e que deve ser constantemente discutido. Isso porque, ela impacta diretamente a continuidade dos negócios, a confiança do mercado e a conformidade regulatória. Com o aumento de ataques digitais e a sofisticação das ameaças, proteger dados e sistemas se tornou uma prioridade estratégica.

A 4ª edição do Guia de Cibersegurança da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) reforça essa visão ao apresentar recomendações práticas para que instituições estejam mais preparadas, resilientes e alinhadas às boas práticas do mercado. 

Mais do que tecnologia, o documento destaca a importância de processos, governança e cultura organizacional. E é exatamente isso que abordaremos ao longo do artigo, continue lendo e descubra as principais recomendações do documento!

Por que a cibersegurança é tão estratégica para instituições financeiras?

Instituições financeiras lidam diariamente com informações sensíveis, operações críticas e dados que, se expostos, geram impactos financeiros e reputacionais significativos. Não à toa, esse setor está entre os principais alvos de ataques cibernéticos no mundo.

Além do risco operacional, há o fator regulatório. LGPD, normas do Banco Central, CVM e exigências de auditorias tornam a cibersegurança para instituições financeiras um requisito essencial para manter a conformidade e evitar sanções.

Nesse cenário, falhas de segurança não afetam apenas sistemas. Elas comprometem a confiança de clientes, parceiros e investidores, tornando a prevenção e o monitoramento contínuo indispensáveis.

O que é o Guia de Cibersegurança da ANBIMA?

O Guia de Cibersegurança da ANBIMA foi criado para apoiar instituições do mercado financeiro e de capitais na estruturação de programas eficazes de segurança digital. A quarta edição atualiza as recomendações frente à evolução das ameaças e às inovações tecnológicas, como inteligência artificial e uso intensivo de nuvem.

O documento não tem caráter regulatório, mas funciona como uma referência sólida de boas práticas. Ele se alinha a frameworks internacionais, como o NIST, e oferece um direcionamento claro para organizações que precisam amadurecer sua postura de segurança.

Para quem busca fortalecer a cibersegurança para instituições financeiras, o guia serve como um ponto de partida confiável e atual.

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As principais recomendações da ANBIMA para cibersegurança

O guia está estruturado em cinco pilares fundamentais, que formam um ciclo contínuo de proteção e melhoria.

Identificação e avaliação de riscos: o diagnóstico como ponto de partida

Nenhum programa de cibersegurança é eficiente sem um diagnóstico claro. Identificar ativos críticos, mapear vulnerabilidades e entender os impactos de possíveis incidentes permite que a instituição priorize esforços e investimentos de forma estratégica.

Para instituições financeiras, essa etapa é especialmente relevante em auditorias, pois demonstra conhecimento do próprio ambiente e maturidade na gestão de riscos.

Ações de prevenção e proteção: reduzir riscos antes que virem incidentes

A prevenção é o caminho mais eficiente para evitar crises. O guia destaca a importância de controles de acesso, políticas de senha, proteção de dispositivos e sistemas, além da conscientização dos colaboradores.

Essas medidas reduzem significativamente as chances de incidentes causados por falhas humanas ou configurações inadequadas, problemas ainda muito comuns no setor financeiro.

Controle, monitoramento e testes contínuos

Cibersegurança não é algo que se configura uma vez e se esquece. Monitoramento contínuo, inventários atualizados e testes regulares garantem que as defesas estejam funcionando e evoluindo conforme o ambiente muda.

Para instituições financeiras, essa visibilidade constante é essencial para detectar anomalias rapidamente e evitar impactos maiores.

Plano de resposta a incidentes: agir com rapidez e organização

Mesmo com boas práticas de prevenção, incidentes podem acontecer. Por isso, o guia reforça a necessidade de planos de resposta bem definidos, com papéis claros, comunicação eficiente e equipes preparadas para agir.

Ter esse plano estruturado reduz o tempo de resposta, limita danos e facilita a prestação de contas em auditorias e processos regulatórios.

Governança: cibersegurança como cultura organizacional

O último pilar deixa claro que cibersegurança para instituições financeiras não é apenas tecnologia. Políticas, comitês, indicadores e o envolvimento da liderança são fundamentais para manter o programa vivo e alinhado às estratégias do negócio.

Quando a segurança faz parte da cultura, decisões passam a ser tomadas com mais consciência e menos improviso.

O desafio das instituições financeiras: sair da teoria e ir para a prática

Embora as recomendações sejam claras, muitas instituições enfrentam dificuldades para colocá-las em prática. Falta de tempo, recursos limitados ou dificuldade em traduzir guias técnicos em ações concretas são obstáculos comuns.

É nesse ponto que surgem lacunas entre o que é recomendado e o que realmente acontece no dia a dia, aumentando riscos e fragilizando a postura de segurança.

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Por que contar com uma empresa especializada faz diferença?

Diante desse cenário, contar com apoio especializado ajuda a transformar as diretrizes em resultados reais. Veja as vantagens:

Abordagem consultiva alinhada às diretrizes do mercado

Uma atuação consultiva permite adaptar as recomendações da ANBIMA à realidade da instituição, respeitando seu porte, estrutura e objetivos de negócio.

Tradução de normas e guias em ações práticas

Mais do que conhecer normas, é fundamental saber como aplicá-las. Traduzir frameworks e guias em processos claros facilita a tomada de decisão e a execução.

Monitoramento, documentação e suporte contínuo

Acompanhamento constante, registros organizados e relatórios claros são essenciais para manter a conformidade e dar suporte a auditorias e avaliações externas.

Apoio à conformidade, auditorias e gestão de riscos

Com uma visão integrada de tecnologia, negócios e conformidade, é possível reduzir riscos e aumentar a previsibilidade do ambiente de TI.

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Cibersegurança para instituições financeiras é um processo contínuo

Como vimos, a 4ª edição do Guia de Cibersegurança da ANBIMA reforça uma mensagem importante: segurança digital não é um projeto com começo, meio e fim. Ela é um processo contínuo, que exige revisão constante, adaptação e comprometimento.

Instituições financeiras que tratam a cibersegurança de forma estratégica estão mais preparadas para enfrentar ameaças, atender exigências regulatórias e manter a confiança do mercado. E, nesse caminho, contar com parceiros especializados faz toda a diferença.

Falando nisso, a Blocktime Tecnologia atua como parceira estratégica de instituições que precisam transformar diretrizes de cibersegurança em ações práticas, contínuas e alinhadas ao negócio. 

Com uma abordagem consultiva, apoiamos desde o diagnóstico de riscos até a implementação de políticas, monitoramento e documentação exigidos por auditorias e normas do mercado financeiro. 

Se a sua instituição busca mais clareza, segurança e previsibilidade na gestão de riscos digitais, nosso time está à disposição para conversar e apoiar nos próximos passos.